segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FILHO DE MARCELINHO CARIOCA DISPUTARÁ A COPA SÃO PAULO

por Gazeta Esportiva

Lucas Surcin participa da Copa São Paulo pelo Red Bull para repetir desempenho do pai pelo Flamengo. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press Lucas Surcin participa da Copa São Paulo pelo Red Bull para repetir desempenho do pai pelo Flamengo
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A posição, meia-direita, é a mesma. O sobrenome Surcin também. Os dois nasceram no Rio de Janeiro. Lucas, 18 anos, reúne muitos pontos em comum com seu pai Marcelinho Carioca. Uma das poucas exceções é o tamanho do pé: o jovem, prestes a disputar sua primeira Copa São Paulo, calça cinco números a mais que o ex-camisa 7 do Corinthians. Essa diferença, porém, não o impediu de herdar o talento que consagrou seu progenitor: a qualidade de bater na bola.

Em 2011, o primogênito do ídolo corintiano marcou quatro gols pelo Red Bull, equipe de Campinas pela qual, mesmo jogando na categoria Sub-20, tem contrato profissional. Um deles foi de falta, em um amistoso contra o Olé Brasil, de Ribeirão Preto. "Foi bonito para caramba. Bati ao contrário na bola e foi na gaveta", relembra.

Antes de chegar ao clube-empresa do interior, Lucas passou por Santo André e São Caetano - porque quis. Seu pai, eleito o "Senhor Centenário" do Corinthians, admite tê-lo convidado a treinar na base alvinegra várias vezes. "Quero ir para lá um dia, mas com o meu nome. Não com o dele", exclama o fã assumido do craque Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

Tal mentalidade o faz elogiar a atitude de outro Lucas, mais experiente. O xará é um dos destaques do São Paulo e (pressionado ou não pela diretoria tricolor) abandonou o apelido "Marcelinho" do começo da carreira. "Ele tem de ser ele mesmo. Assim como eu, ele não tem de levar o nome de outra pessoa", ressalta a promessa, que, 22 anos depois, tentará trazer outro troféu da Copa São Paulo para a família.

Em 1990, Marcelinho, ainda pelos juniores do Flamengo, fez a festa no Pacaembu em 25 de janeiro junto de Djalminha e Paulo Nunes. Lucas nem sequer é titular absoluto do Red Bull, mas sonha com um gol no estádio em que seu pai tantas vezes extravasou. "Vou sair que nem um doido, girando os braços... Igual a ele", almeja o "Pezão de Anjo".

Você está preparado para o inevitável assédio da imprensa durante a Copa São Paulo?
Lucas: Acho que sim. Sempre existiu e vai existir essa comparação com o meu pai, mas procuro evitar. Ele fez a história dele, venceu e conquistou muita coisa. Agora é minha vez.

Em novembro, seu pai disse que está impressionado com a sua batida na bola. Sem ser modesto, você herdou a genética mesmo?
Lucas:
É verdade. Estou me destacando nesse fundamento, está sendo bem legal. Isso aí está no sangue. Acho que meu filho vai chutar bem também.

Ele te ensinou alguma coisa?
Lucas:
Ensinou nada. Por causa da carreira, ele nunca teve tempo para isso. Ele tinha um jogo atrás do outro, concentrações, viagens... Então, não pôde ser um cara muito presente, apesar de ter me dado muita força, muitos toques. Por isso, fui aprendendo sozinho mesmo.

Mas você calça 41, cinco números a mais que seu pai? Não dá para te chamar de Pé de Anjo...
Lucas:
Vai ter que mudar esse apelido aí (risos). Mas isso é complicado. Eu pego calça, camisa, tudo dele. Só o tênis que não dá. O pé dele é muito pequeno, não cabe nem no meu irmão de 13 anos. Ele tem que comprar na ala feminina.

Você jogou no Corinthians quando era bem pequeno e seu pai me disse que já tentou te levar para lá. E você sempre recusou. Por quê?
Lucas:
Eu não quero ir para lá agora. Se aqui no Red Bull existe comparação, imagine no Corinthians. A cobrança seria muito maior. Sonho um dia em jogar no Corinthians, time em que meu pai foi ídolo, mas quero ir com meu nome, não com o dele.

Então você concorda com o Lucas, do São Paulo, que tirou o Marcelinho do nome?
Lucas:
Achei que foi legal, porque ele tem de ser ele mesmo. Assim como eu, que sou filho e não quero levar o nome do meu pai, ele também não tem de fazer isso.

Como foi seu ano aqui no Red Bull? Fez quantos gols? Algum de falta?
Lucas:
Infelizmente, saímos cedo do Paulista. Mas, para mim, foi bom. Fiz quatro gols. Um foi de falta, contra o Olé Brasil. Foi bonito para caramba. Bati ao contrário na bola e ela entrou na gaveta. Nem acreditei que mandei lá.

Foi esse o gol que o Gil Baiano, técnico do Olé Brasil, comentou que só tinha visto o Marcelinho Carioca fazer, sem saber que você era filho dele?
Lucas:
Ele comentou isso mesmo. Quando falaram que eu era filho do Marcelinho, ele disse que estava explicado.

Caso você suba ao time profissional, você pode enfrentar o América-SP, time do qual seu pai é gestor, na Série A-2 do Paulista? Como vai ser?
Lucas:
Cara, já falamos sobre isso. Ele me falou que vai mandar um volante do América me pegar o jogo todo (risos). Vai ser bem legal enfrentar o time dele.

Por falar nisso, em todos os fins de ano tem um amistoso entre você e ele no resort de Atibaia, né? Ele me disse que sempre coloca o Amaral para te marcar. É isso mesmo?
Lucas:
Pô, o Amaral pega pesado, não sabe brincar, não. Ele dá cotovelada. Saio até com a boca sangrando. Mas esse ano eu dei o troco. Chamei um negão de 1,90 m, o Xingu, para marcá-lo firme. Ele ficou bravo, foi anulado (risos).

Quem ganhou esse ano?
Lucas:
Depois de dois anos perdendo, fiz umas "contratações" para o meu time e consegui ganhar por 3 a 2. Ele vai falar que foi empate, mas o pênalti no final foi roubado, não conta.

Em 1990, seu pai foi campeão da Copinha pelo Flamengo no Pacaembu. Você se imagina jogando e fazendo gols no estádio em que ele conquistou tantas glórias?
Lucas:
É verdade. o Flamengo foi campeão no ano passado. Antes, tinha sido com ele. Espero, sim, poder repetir esse título. E, sobre jogar no Pacaembu... Eu e ele já conversamos sobre isso. Imagine se eu faço um gol na final da Copinha. Nossa, vou sair que nem um doido, girando os braços... Igual a ele.

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