quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Em homenagem a um dos clubes mais queridos do Brasil traremos nessa postagem o poster da lusa campeã da série B e uma entrevista exclusiva com CAPITÃO volante que fez história na lusa e foi entrevistado pela Gazeta Esportiva, do Blog Sei Tangará fica as felicitações para o campeão da B em 2011.


Mais de 500 partidas com a camisa da Portuguesa (496 oficiais) fizeram do ex-volante Capitão um dos símbolos do Canindé. Por isso, ele demonstra uma satisfação especial pela conquista da Série B do Campeonato Brasileiro, sacramentada após o emapte por 2 a 2 com o Sport, nesta terça, sobretudo pelo comprometimento apresentado pelo elenco. "A diferença foi o conjunto e a união", diz.

Em entrevista à GE.net, Capitão destacou o trabalho de Jorginho, seu ex-companheiro dentro de campo tanto na Portuguesa. no início de carreira, como na Portuguesa Santista, quando ambos já era veteranos. "Desde a época de jogador, ele demonstrava talento para ser treinador. Era um jogador positivo para a equipe".

Sobre o futuro do atual grupo da Lusa, Capitão espera que os maiores talentos tenham a calma necessária para decidir sobre futuras transferências. Ele considera justo o sonho de alguns em atuar por clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, mas clama por respeito à Portuguesa.
Aliás, Capitão não se arrepende por ter permanecido no Canindé durante uma década e fala com orgulho sobre a ligação com o clube. "Nunca consegui tirar a imagem de jogador da Portuguesa. Virou um sobrenome. Mesmo em outros clubes, as pessoas me viam e falavam: olha lá o Capitão da Portuguesa", encerra o ex-volante, que deixou recentemente o comando da equipe sub-15 da Lusa porque seus filhos passaram a integrar o elenco. Foi uma prova de respeito ao "time do coração".

Arte GE.Net
Veja a entrevista exclusiva com o ídolo Capitão:
GE.net - Como você viu a campanha da Portuguesa?

Capitão: Precisamos dar os parabéns para a Portuguesa, foi uma ótima campanha, que começou pela chegada do Jorginho. Nós jogamos juntos, agora ele mostrou ser um treinador com capacidade, muito inteligente, que contou com o trabalho de uma ótima comissão técnica. O elenco é muito bom, com muita técnica, força e garra. Sempre mesclou jogadores com habilidades, força e técnica, mesmo sem um nome de desequilíbrio como era o Dener.

GE.net - Então, na sua visão, o conjunto fez a diferença nesta caminhada da Portuguesa?
 
Capitão: Foi um elenco muito unido, isso faz a diferença. Claro que há alguns destaques como o Ananias, o Edno, um jogador que o clube não tinha fazia tempo. Mas o conjunto fez a diferença. Um jogador sozinho não consegue resolver nada sozinho.

GE.net - Você lembrou que jogou com o Jorginho. Ele demonstrava desde a época de atleta esse talento em seguir a carreira de técnico?

Capitão:
Demonstrava, sim. Ele orientava bastante dentro de campo, tinha uma visão diferente. Era um jogador positivo para a equipe, corria junto com todo mundo. Era como um Rogério Ceni no São Paulo, aquele cara que ajuda a organizar, faz o trabalho de treinador dentro de campo. Depois, ainda jogamos juntos na Portuguesa Santista. Ele sempre demonstrou essa tendência, não foi novidade alcançar bons resultados, desde a época do Palmeiras está indo muito bem.

GE.net - Hoje vemos muitos jogadores jovens na Portuguesa. Você os aconselha a buscar clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo ou Santos?

Capitão:
Olha, aqueles que têm o desejo de jogar em outros clubes devem manter o seu sonho. Eu também tinha. Significa que você carrega um objetivo. Não que a Portuguesa seja inferior, mas você deve ter sempre o desejo de buscar outras metas, não pode acomodar. Eu tratava todo jogo como se fosse o meu primeiro na carreira. O principal é manter o respeito com a Portuguesa. Para jogar em Corinthians ou São Paulo, você tem que passar primeiro pela Portuguesa.

GE.net - Você se arrependeu de ter ficado tanto tempo na Portuguesa?

Capitão:
  Não me arrependi, não. Tudo tem o seu tempo. Eu cheguei a ter convite do Corinthians, mas tinha o passe preso à Portuguesa. Eu fui abençoado com uma carreira longa. Depois que saí, fui bem no São Paulo, onde ganhei títulos, depois fui para o Grêmio ser campeão da Copa Sul-Minas e campeão gaúcho. Em todos os times, tem minha foto exposta.
Gazeta Press
Símbolo, ex-volante Capitão levantou com a camisa da Portuguesa a taça do Torneio Início de 1996
 
GE.net - Em uma recente palestra em São Paulo, o presidente Manuel da Lupa chegou a dizer que o torcedor da Portuguesa cobra muito, mas é mais Fiel que o do Corinthians. O que acha disso?

Capitão: O torcedor da Portuguesa cobra muito, faz muito barulho. Agora é uma chance de o clube ganhar mais fãs porque está em evidência, aparece mais na televisão, está mais em jornais, as cores do clube são mais conhecidas. Acho que conquistamos torcedores em 1995 e 1996, agora será a mesma coisa. Eu falo que alguns males surgem para o bem. A Portuguesa caiu para a segunda divisão e agora está para conquistar um título. O título sonhado pelo torcedor está realizado. Não interessa ser da primeira ou da segunda divisão.

GE.net - Nesta campanha vencedora da Lusa, o Guilherme tem sido uma das estrelas, um jogador que atua na mesma função que foi a sua. Como você define esse atleta?
 
Capitão: É um volante que sabe jogar, bate bem na bola, tem visão de jogo e desarma bem. A gente está sempre batendo papo, é um menino da base. É um volante diferenciado, nós vamos ouvir falar muito dele. Tem uma cabeça boa, juízo, é humilde, não pensa em bagunça. Por isso, ele está vencendo na profissão.

GE.net - Falando um pouco sobre o passado, aquele título de 1996 ainda tira o seu sono?
 
Capitão: Às vezes, eu comento com alguns, talvez se tivéssemos sido campeões não se falaria tanto daquele jogo. Eu acho o vice tão importante quanto aquele que ganha o primeiro lugar. As duas melhores equipes chegaram àquela final de 1996. Você fica triste pela derrota, mas a Portuguesa é reconhecida por outros torcedores, apresentou um grande elenco, revelamos grandes jogadores como o Zé Roberto, o Zé Maria, o César, o Emerson.

GE.net - O próprio marketing da Portuguesa diz que a missão do clube é resgatar a imagem de primeira divisão. Você concorda?
 
Capitão: Eu acho que a Portuguesa já recuperou essa imagem de primeira divisão, manteve a regularidade na Série B, não oscilou, não foi insegura, está ganhando o título com uma grande diferença. Agora é focar no Paulista e no Brasileiro do ano que vem, precisa ficar entre os melhores, não sofrer com o risco de rebaixamento para não trazer insegurança ou uma sobrecarga nos atletas.
Gazeta Press
Capitão está na história da Portuguesa
 
GE.net - Mesmo jogando em times como São Paulo e Grêmio, sua imagem está ligada com a Portuguesa, não tem como fugir.
 
Capitão: Você acaba virando um torcedor, joguei dez anos, foi uma temporada longa, tive sucesso. Depois, fui atuar no São Paulo e no Grêmio e não consegui tirar a imagem de jogador da Portuguesa. Virou um sobrenome. As pessoas me viam e falavam sempre: 'olha lá o Capitão da Portuguesa'.

GE.net - E como está a sua vida hoje?
 
Capitão: Eu dirigi até abril o time sub-15 da Portuguesa, mas acabei saindo por um conflito de interesses. Meus filhos gêmeos, o Lucas (lateral esquerdo) e Mateus Ribeiro (lateral direito) subiram para essa categoria, eu considerei que poderia haver problemas no trabalho, até com pais de outros atletas. Antes da minha saída, nós havíamos sido campeões de um torneio, a Copa Tupi. O pessoal da Portuguesa até me convidou para assumir o sub-16, mas logo teríamos o mesmo problema. Agora, espero uma nova chance para ser técnico e seguir o caminho de outros ex-jogadores.

GE.net - E você mantém contato constante com o pessoal da Portuguesa?
 
Capitão: Sim, estou sempre lá no Canindé, praticamente todos os dias. As portas do clube estão abertas para mim. O próprio Jorginho fala que posso ir quando quiser.
Fonte: Gazeta Esportiva

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